sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Dionísio


('A Lua' - Tarsila do Amaral)
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DIONÍSIO
(André L. Soares – 22.07.06 – V. Velha/ES)
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Não temo a loucura arriscada
que parece acompanhar tudo que é novo.
O que mais me assusta é a inércia da certeza
que insiste em macular de tédio o amanhã,...
pelo extraordinário que inexiste
nas coisas seguras.

Quão insípidas são essas horas
todas já tão planejadas;
esses passos firmes, por estradas retas,
acinzentando o mundo com prévios resultados.

Sei que posso estar errado,...
mas prefiro o inusitado
perigo das curvas.
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4 comentários:

  1. A inércia da certeza é realmente assustadora. Ficar aguardando o que vai ou não acontecer, o que podemos ou não vivenciar é frustrante.

    Beijos de bumba.

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  2. E não é querido? Afinal, a felicidade é sempre um desejo mais que urgente.
    E como dizia Cazuza: Viver é bom
    nas curvas da estrada...

    Lindo demais “Dionísio”.
    Eu adoro esse poema. Beijussssssssssssssssssssssss

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  3. Em primeiro lugar quero agradecer por se terem lembrado de mim...
    Sabes ainda ando um pouco a perceber como funciona esta coisa da blogosfera. Tenho de tentar perceber melhor.

    Também eu gosto de curvas, da incerteza que está no seu virar. Por vezes com rectas suaves para acalmar o nosso espírito e outras vezes com bermas sinuosas em que sentimos a adrenalina subir.

    Beijoquinhas
    BF

    DEpois te mando um mail

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  4. Ah, o perigo das curvas!
    A incerteza, a dúvida que espreita depois delas...
    Quantas aventuras não nos aguardam na curva de um caminho?!

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